
Confronto-me actualmente com a sensação de opressão, como cidadão e individuo. Não gosto !!
Se a actualidade é o progresso, quero retroceder. Se a actualidade é o futuro, quero regressar ao passado. Se a actualidade é uma visão, quero ser cego. Quanto mais tempo tenho de viver com as más decisões de outros ?
Sinto que vou, apenas não sei para onde. Que futuro vai ter a minha filha neste país de mentes envergonhadas e outras de ocasião e de oportunidade ? A minha única riqueza, a menina dos meus olhos, que lhe posso dizer sobre o futuro ? Que lhe vou poder oferecer ?
Estas ideias fustigam-me o pensamento, mas não vislumbro a tal luz, não a luz do final, mas a luz da vida, essa que nos encaminha para o futuro, para o amor, a amizade, os nossos deveres e direitos e apenas viver, como vivem o sol e as plantas, como vivem os animais no seu habitat natural, como vivem os rios seguindo o seu curso, sem olhar para trás.
Sem olhar para trás !
1 comentário:
Devias ler Proudhon, o grande anarca.
Talvez te servisse de (algum) consolo.
Abraço.
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